El concepto América Latina, origen y vigencia como concreción de identidad cultural y proyecto de integración

Dr. Miguel Rojas Gómez
Universidad Central de Las Villas, Santa Clara, CUBA
E-mail: miguelr@uclv.edu.cu

  1. La reafirmación de la identidad cultural como un todo

Extinguida la Ilustración Hispano Portuguesa Americana, y con la entrada y apogeo del Romanticismo en América Latina, nuevas condiciones entran a jugar en la explicación y desarrollo de la identidad cultural y la integración en América Latina. Entre esos factores están, en lo interno, las guerras civiles y el establecimiento de dictaduras, la necesidad de la unidad política continental, la urgencia de cohesión económica regional y la demanda de desarrollo industrial. En lo externo la política de reconquista europea de países de Hispanoamérica por parte de España, Francia y otras potencias. Y el expansionismo norteamericano bajo el corolario de América para los ameri-canos, factor permanente durante toda la segunda mitad del XIX que incidirá,  también,  en las reacciones del Positivismo y el Modernismo en materia de teoría de la cultura identidad  y la integración. Pensamiento que dio lugar a la crítica de la Modernidad euro-occidental y la propuesta de una Modernidad alternativa….

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Conceito América Latina

XII CORREDOR DAS IDEIAS – Nosso rosto latino-americano. As ideias. As experiências. As culturas

APRESENTAÇÃO

Estamos apresentando à comunidade as reflexões desenvolvidas durante o XII Corredor das Ideias, cujo enfoque foi centrado no tema ―Nosso rosto latino-americano. As ideias. As experiências. As culturas”.

As reflexões resultam das palestras que foram apresentadas nas Mesas Temáticas que expressam a variedade do tema-eixo: Interculturalidade; Educação e Experiências Educacionais; Gênero, Feminismo Cultura; Pensamento Alternativo; Direitos Humanos;
América Indígena, ontem e hoje; América, Américas; Filosofia, as ideias latino-americanas; América Latina e suas culturas;  Tecnociência, cultura e revolução; Movimentos Sociais na América Latina; Socialismo no Século XXI na América Latina; Jovens e culturas: as experiências latino-americanas.

Reunimos para publicação o material recebido, na íntegra, para compor a Memória do Corredor das Ideias. Essa é a intenção da Comissão Editorial composta por Magali Mendes de Menezes, Sergio Trombeta, Humberto Cunha e Cecilia Pires. O Caderno de
Resumos, que já foi posto a público por ocasião do evento, reúne a mostra dos textos enviados, compondo essa memória textual.

A forma de e-book que estamos publicando patrocinada pela CAPES foi a melhor condição que encontramos para viabilizar a divulgação das ideias dos estudiosos latino-americanos.

Nossa história como sujeitos desse tempo foi baseada na construção conceitual e na concretização das ideias, a partir de nossos modelos, os que criamos, os que aceitamos e os que nos impuseram. Esses modelos foram criados para nos interpretarmos,
nos decifrarmos e nos entendermos no tempo e no espaço. As ideias, as experiências, as culturas que desenharam nosso rosto latino-americano estão expressas para serem conhecidas, debatidas, divulgadas e compreendidas.

Queremos reiterar a importância das pessoas que originariamente tiveram a iniciativa de pensar um Corredor de Ideias, espaço de diálogo, de debate, de trocas teóricas e práticas, a partir de um marco geográfico, histórico e conceitual identificado
como América Latina.

Pensamos de vários modos, de muitas situações, de diferentes olhares, a ideia de Nosso Continente. E é nesse exercício filosófico, simbólico, antropológico, educativo, do humanismo que vários aportes foram sendo feitos, na perspectiva da cultura e do
entendimento de nossa identidade.

Uma identidade que tem um rosto, o nosso rosto. Tem uma palavra, a nossa palavra.

Leopoldo Zea, em ―A Filosofia como originalidade” é enfático ao dizer: Uma filosofia é original não porque cria, uma ou outra vez, novos e estranhos sistemas, novas e exóticas soluções, senão porque trata de dar resposta aos problemas que uma determinada realidade e um determinado tempo, tenha originado.

O que nos movimenta a esta dinâmica do Corredor das Ideias é mais do que um espírito de civilidade republicana comum na latinoamérica invadida e dominada. Somos incisivos em reafirmar os nossos valores, as nossas falas, as nossas ideias, experiências e culturas, porque tudo isso configura o nosso rosto e nos faz protagonistas desse tempo, quando continuamos escrevendo nossa história. Se isto é assim, a reunião de várias pessoas, vindas de vários lugares para pensar essa realidade na qual estamos envolvidos atesta o vigor de um evento como este.

Nos meandros da Academia ou nas experiências alternativas da educação popular, passando por uma luta pela afirmação das minorias, desde o reconhecimento da mulher como sujeito de uma história nem sempre feliz até o registro das dominações contra
negros, índios, camponeses – lugar da ação e da fala dos Direitos Humanos – direitos esses violados pelas ditaduras que assolaram os nossos países.

No cenário politicamente organizado de hoje sabemos que muitos debates ainda devem ser realizados e ações efetivadas. As comemorações dos irmãos da parte espanhola do continente pelo evento do Bicentenário da Independência nos mostra que muitas
conquistas foram realizadas e a autonomia dos pares começa a ser vista, mais do que o real racional, passa a ser vivida na sua materialidade.

É com esse espírito que publicamos os trabalhos do XII Corredor, no desejo de que avancemos no debate para afirmação dos sujeitos sociais impregnados de uma liberdade que não se conquista de joelhos. Como intelectuais queremos afirmar um compromisso público contribuindo com as nossas ideias para o enfrentamento de problemas locais, nacionais e mundiais como a fome, a guerra e a impunidade.

Que possamos, pois, dialogarmos a partir dessas mediações teóricas, históricas e culturais para continuarmos nosso processo emancipatório como protagonistas de um novo tempo.

Cecilia Pires

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Anais – Filosofia da Libertação – Historicidade e os sentidos da libertação hoje

APRESENTAÇÃO

“…Liberd ad e, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não en ten d a…”
(Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência)

Apresentamos nesta obra os textos das Comunicações que fizeram parte do II Congresso Brasileiro de Filosofia da Libertação: historicidade e sentidos da libertação hoje. O Congresso aconteceu nos dias 16,17 e 18 de setembro de 2014, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.

Destacamos que este Congresso reuniu pensadores de várias partes da América Latina (Bolívia, Equador, Uruguai, Argentina, México, Brasil entre outros) e apresentou mais de 70 trabalhos organizados a partir de seis eixos centrais: 1) Ensino da Filosofia – práticas filosóficas libertadoras, 2) Práxis Filosófica e Movimentos Sociais, 3) Direito e Libertação,
4) Cultura Popular e Interculturalid ade, 5) Educação, Política e Emancipação e 6) Educação e Libertação.

O debate sobre a Filosofia da Libertação no Brasil, em especial no Rio Grande do Sul, teve um momento rico nos anos 80. Resgatar a memória desta orientação teórica significa refletir criticamente as condições de opressão e as possibilidades de libertação que temos hoje, a partir de uma perspectiva latino-americana. A Educação, nesta direção, assume um papel significativo na construção de um pensar descolonizado, em que a reflexão sobre a democracia, a justiça social e situações de discriminação étnica, racial, sexual são eixos fund amentais de luta. Neste sentido, este Congresso assume o compromisso da Carta de Gramado (Encontro Nacional de Filosofia que aconteceu em Gramado 07/ 09/ 1988), importante documento que registrou o comprometimento de intelectuais com o desenvolvimento da Filosofia da Libertação a nível nacional, abrangendo a docência, a pesquisa articulados com os movimentos sociais e a realidade
de opressão que vivemos.

Mas o que significa pensar a libertação hoje? Em um momento histórico que se fala tanto na perda de sentidos, no fim das metanarrativas, ainda é possível pensarmos a liberdade? O que ou quem nos aprisiona e Anais Filosofia da Libertação de que forma nos organizamos, lutamos ou sonhamos por um projeto emancipatório capaz de criar novas relações humanas, com a natureza, com o planeta? Imbuídos de muitas questões, percebemos a importância e necessidade de abrirmos um espaço para este debate dentro da universidade. Pensar a libertação é, portanto, pensar um processo contínuo de busca e construção de um modo de estar no mundo mais justo e ético. A libertação é o próprio estado de inquietação e desacomodação diante da ordem estabelecida, que nos dita uma satisfação com o presente. Por isso, a Filosofia assume um compromisso com a libertação quando é capaz de traduzir a responsabilidade de um pensar com seu tempo. Afinal, como ignorar a imensa desigualdade que assola o mundo, a fome, a exploração, o poder patriarcal, o xenofobismo, homofobismo, as diferentes formas de violência, a destruição de culturas, de saberes originários, de populações ameaçadas ao esquecimento; do controle econômico por grandes impérios transnacionais, os que morrem por intolerância religiosa, política e de todas outras formas de controle, desrespeito e ameaça à vida? Como é possível dizer que não tem mais sentido pensar processos de libertação, refletir sobre que mundo desejamos e como podemos alcançá-lo?

Para tanto, faz-se necessário pensar como pensamos, de que maneira estruturamos e construímos coletivamente estes processos. Nesse sentido, é fundamental perceber como a Universidade pensa a si mesma e torna-se cúmplice no compromisso em assumir um projeto de libertação desde seus aspectos epistemológicos, visando à construção de um conhecimento aberto e em diálogo constante com aqueles que historicamente se viram excluídos deste processo. Por isso que, ao olharmos para América Latina, deixá-la pulsar em nosso corpo, alma e pensamento; deixar-nos habitar por esta terra feita de tantas histórias, que fazem do próprio ato de rememorar uma resistência – tudo isso significa pensar um pensamento encarnado de esperança, de responsabilidade, no sentido de dar respostas aos problemas de nosso tempo. Esperamos, desta forma, trazer algumas contribuições importantes para este debate.

Magali Mendes de Menezes
Coordenadora Geral do Congresso
Faculdade de Educação/ UFRGS

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Hacia un planteo intercultural del pensar y la cultura

Hacia un planteo intercultural del pensar y la cultura

                                                                                                           Dina V. Picotti C. *

La situación concreta de diversidad cultural que atraviesa a las sociedades contemporáneas y la exigencia de un adecuado planteo teórico-práctico que le corresponda es una experiencia que las desafía en general en el sistema globalizado vigente. Si bien esta cuestión no es nueva, dado que la historia concreta de la humanidad se desplegó siempre a través de una diversidad de sujetos, identidades sociales, pueblos y culturas, centros históricos, que fueron forjando sus respectivas experiencias y articulación de lo humano, y con ello sus identidades, formas de vida diversas, interrelacionándose de modo pacífico o conflictivo e influyéndose recíprocamente, aunque también disputando predominios y alternando el imperio de unos sobre otros, es una cuestión que finalmente parece preocupar, si se tiene en cuenta su actual frecuente aparición en la agenda pública, tanto en el aspecto teórico, sobre todo de las ciencias humanas, como en el práctico de una política de estado.

No escapa a ello el actual fenómeno de globalización, en tanto extensión planetaria de la cultura occidental, aunque con características singulares, que conducen en nuestra época a un desafío sin duda trascendental. En efecto, su modo objetivador de racionalidad filosófico-científico-técnica desplegó posibilidades extremas de dominio cognoscitivo y práctico de las cosas y los hombres, constituyendo un mundo de sistematización total  que hoy podemos llamar informático e infobiónico, si se tiene en cuenta el último estadio de ese desarrollo. Aunque la extensión de estas importantes posibilidades es también la de sus límites, tanto con respecto a quienes realmente puedan alcanzar a disponer de ellas, como en sí mismas, según la conciencia posmoderna certifica en la caída de categorías y relatos metafísicos que la habían sustentado a pesar de su constante replanteo interno, o al menos en su insuficiencia para responder a la experiencia de complejidad, pluralidad, fragmentariedad, incerteza, cambio, historicidad, de sociedades contemporáneas reconfiguradas por las tecnociencias y libradas también a los efectos de la mera instrumentalidad, de la reducción a objeto y mercancía, o en la expresión certera de un pensador del fin de la metafísica, “al olvido del ser y la experiencia indigente de su abandono”[1]. Voces de la misma se perciben y multiplican por doquier: el reclamo de reconocimiento de identidades de todo tipo ante una exclusión socio-política-económica creciente, los alertas ecológicos frente a la devastación de la naturaleza, los riesgos de manipulaciones genéticas que llaman a una ética ya no normativa sino de la responsabilidad, las amenazas de un armamentismo refinado, el comercio de la droga y otros elementos autodestructivos, la trata de personas, etc.

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El Estado Mundial y la Integración Regional

El Estado Mundial y la Integración Regional

Manfredo Araújo de Oliveira Fortaleza, Brasil

 1)América Latina en el cuadro de una sociedad mundializada: la contribución de las ciências sociales.

La comprensión del mundo en que estamos situados, que en este primer  nivel teórico es tarea de las ciencias, y de la postura del ser humano de hoy em relación al ser en su todo, pasa por la comprensión de la técnica moderna[1]. En el horizonte de comprensión de la civilización moderna la técnica no se reduce a una esfera específica al lado de otras de las sociedades modernas, pero constituye un elemento de determinación desta forma de civilización. De esta manera, en la cultura moderna, los paradigmas de pensamiento y de acción, la propia interpretación de la totalidad del real se reestructura en la base del  nuevo cuadro de conocimiento, la ciencia moderna, y de la técnica derivada de ella, que alcanza hasta los espacios más privados de la vida, los hábitos y las costumbres, las instituciones y los valores y origina asi un nuevo estilo de vivir.

En el mundo contemporáneo, la atención se concentra en la apreciación de los efectos producidos por la interferencia tecnológica en la naturaleza y en nuestra vida individual y social. Nosotros somos conscientes hoy que este programa indujo un proceso ingobernable de destrucción del eco-sistema y se hizo sin capacidad para armonizar las condiciones economicas y los medioambientales. Desta manera se muestra que una questión crucial implícita en la crisis de nuestra civilización es la relación el ser humano y la naturaleza.

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El pensamiento de la integración latinoamericana y caribeña ante la globalización

Pablo Guadarrama González.
Académico Titular de la Academia de Ciencias de Cuba. Doctor en Ciencias (Cuba) y Doctor en Filosofía (Alemania). Doctor Honoris Causa en Educación (Perú). Profesor Titular de la Cátedra de Pensamiento Latinoamericano de la Universidad Central de Las Villas. Santa Clara. Cuba.

I. El dilema de la cuestión nacional.
II. El pensamiento de la integración latinoamericana y caribeña
III. Globalización vs. integración o integración en la globalización.
IV. Tareas actuales de la reflexión filosófica en América Latina y el Caribe ante la globalización.

I. El dilema de la cuestión nacional.

La mayoría de los investigadores independientemente de sus posturas filosóficas e ideológicas coinciden en considerar que “el estado nacional fue, pues, la condición necesaria, el espacio histórico ineludible para el desarrollo del capitalismo”1. Esto no significa que los embriones del Estado nacional solo hayan aparecido con el advenimiento de la sociedad capitalista pues, en verdad, la aparición de naciones centralizadas en lo político y lo económico estuvo vinculada al temprano surgimiento de relaciones de este tipo anteriores al proceso de consolidación del capitalismo como sociedad predominante en esta última etapa de la historia.

El enfoque eurocéntrico tradicional de la historia universal ha presentado la construcción del estado nación como un proceso exclusivo de los países pioneros del desarrollo capitalista que posteriormente fue trasplantado paulatinamente a los pueblos por ellos colonizados. En verdad otras culturas como la árabe, según ha argumentado Samir Amin, gestaron sus naciones con independencia del auge del capitalismo e incluso mucho antes que este apareciese sobre la faz de la tierra.

Esto no significa que se minimice el papel protagónico que desempeñó en el proceso europeo constitutivo de este fenómeno pues “fueron condicionamientos políticos (y los comportamientos políticos, individuales y colectivos subsecuentes), los que en un momento transicional de la historia de Europa Occidental-, permitieron encontrar en la Nación etnosocial el reservorio material y espiritual requerido para alcanzar una nueva forma de organizar las relaciones de poder político…”.

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El Planteo Intercultural y sus Antecedentes

El planteo intercultural

Dina V. Picotti C. *

La situación concreta de diversidad cultural que atraviesa a las sociedades contemporáneas y la exigencia de un adecuado planteo teórico-práctico que le corresponda es una experiencia que las desafía en general en el sistema globalizado vigente. Si bien esta cuestión no es nueva, dado que la historia concreta de la humanidad se desplegó siempre a través de una diversidad de sujetos, identidades sociales, pueblos y culturas, centros históricos, que fueron forjando sus respectivas experiencias y articulación de lo humano, y con ello sus identidades, formas de vida diversas, interrelacionándose de modo pacífico o conflictivo e influyéndose recíprocamente, aunque también disputando predominios y alternando el imperio de unos sobre otros, es una cuestión que finalmente parece preocupar, si se tiene en cuenta su actual frecuente aparición en la agenda pública, tanto en el aspecto teórico, sobre todo de las ciencias humanas, como en el práctico de una política de estado.

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A filosofia da interculturalidade e o diálogo entre as culturas

Diante da heterogeneidade dos povos de nossa América, lugar de mundos e de vidas plurais,  há uma necessidade de transformar, interculturalmente,  nossas  relações. Afora nosso grupo familiar, a academia é o espaço no qual temos a responsabilidade de promover ações interdisciplinares transformadoras; ações concretas e responsáveis pela  emancipação do pensamento com vistas a colaborar para uma sociedade mais justa onde todos e todas  tenham o reconhecimento de suas identidades e, como sujeitos autônomos possam, livremente,  manifestarem suas formas de ser e de agir, observando os valores éticos universais  do ser humano.  A filosofia intercultural  veio nos dar suporte epistêmico  e metodológico  nessa tarefa, uma vez que não se vincula  a um modelo paradigmático, pois que se pauta  por uma postura hermenêutica ciente de que se faz necesário deixar-se  de operar  com o modelo teórico-conceitual que, através dos tempos, vem servindo como paradigma  interpretativo no filosofar.

Com o objetivo de justificar o porquê praticar a filosofia na perspectiva intercultural, dividi meu texto em cinco itens: conceituação de cultura, interculturalidade, filosofia intercultural e  diálogo.

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Hacia un planteo intercultural del pensar y la cultura

Hacia un planteo intercultural del pensar y la cultura

Dina V. Picotti

La situación concreta de diversidad cultural que atraviesa a las sociedades contemporáneas y la exigencia de un adecuado planteo teórico-práctico que le corresponda es una experiencia que las desafía en general en el sistema globalizado vigente. Si bien esta cuestión no es nueva, dado que la historia concreta de la humanidad se desplegó siempre a través de una diversidad de sujetos, identidades sociales, pueblos y culturas, centros históricos, que fueron forjando sus respectivas experiencias y articulación de lo humano, y con ello sus identidades, formas de vida diversas, interrelacionándose de modo pacífico o conflictivo e influyéndose recíprocamente, aunque también disputando predominios y alternando el imperio de unos sobre otros, es una cuestión que finalmente parece preocupar, si se tiene en cuenta su actual frecuente aparición en la agenda pública, tanto en el aspecto teórico, sobre todo de las ciencias humanas, como en el práctico de una política de estado.

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La interculturalidad a prueba

La interculturalidad a prueba

Raúl Fornet-Betancourt
Wissenschaftsverlag Mainz,  Aachen 2006

Publicamos los ensayos que reunimos en el presente libro con el título de La interculturalidad a prueba porque, aunque son en su mayoría textos escritos como ponencias para congresos con muy diferentes temáticas, todos ellos responden, sin embargo, a una preocupación común de fondo que es precisamente la idea de “poner a prueba”, de someter a la prueba de la realidad compleja en que vivimos la visión programática y alternativa de la interculturalidad confrontando sus planteamientos teóricos y sus orientaciones prácticas con los desafíos concretos que vemos emerger como tareas urgentes en muchos sectores de la realidad histórica que caracteriza al mundo actual.En este sentido cada capítulo contiene un trabajo en el que se perfila el horizonte de la interculturalidad desde un foco de atención preferencial, según sea el tema de que se trata; pero esto se hace justo con la intención de “probar” la interculturalidad en un ámbito real determinado al contrastar su pensar y sus propuestas de acción con las dificultades que le presenta el curso dominante del mundo. Bajo la disyuntiva de “interculturalidad o barbarie” el trabajo del primer capítulo, por ejemplo, perfila la interculturalidad como el hilo conductor de una práctica de verdadera universalización humanizante, al mismo tiempo que analiza las dificultades que encuentra esta alternativa en un mundo cuyas instituciones son monoculturales y están al servicio de los intereses de la cultura hegemónica del Occidente capitalista. Por su parte en el trabajo que presentamos como capítulo segundo se profundiza la idea de la interculturalidad como calidad de una filosofía que sepa leer el mundo en clave de pluralidad, para confrontarla con el desafío del monopolio de interpretación y de dar nombre a lo que sucede en el mundo que detenta o se arroga el sistema dominante. En esa misma línea se inscribe el trabajo que recogemos en el tercer capítulo donde tratamos de concretizar el sentido de la filosofía intercultural como fuerza alternativa que puede contribuir a reorientar la educación en América Latina para que ésta responda a las exigencias de la diversidad cultural del continente. Lo que implica evidentemente contrastar sus posibilidades con el curso de los sistemas educativos favorecidos por las políticas científicas al servicio de la globalización del neoliberalismo y de la asimetría epistemológica que necesita mantener la consolidación de un mundo globalizado por el mercado y el capital. El ideal intercultural del equilibrio entre culturas y saberes se pone así a prueba ante la dura realidad de la asimetría epistemológica  hoy imperante. Esta puesta a prueba se continúa en el trabajo del capítulo cuarto que perfila el contrapunto que representa el mundo alternativo de la interculturalidad en un marco histórico que impone a la realidad el ritmo neoliberal. Por su parte el capítulo quinto se concentra en el aspecto de la pluralidad de conocimientos para resaltar en especial la violencia epistemológica que significa el aparato científico-técnico que se ha “elegido”como fundamento de una pretendida civilización universal. De carácter más puntual es la puesta a prueba de la interculturalidad que ofrece el estudio recogido en el capítulo sexto que argumenta a favor de una radical transformación del quehacer teológico en América Latina desde las posibilidades hermenéuticas que ofrece la interculturalidad,pero haciéndose cargo también de las dificultades, tanto externas como internas, con que tiene que contar hoy todavía el programa de una transformación intercultural de la teología en América Latina, ya que no sólo la agudización del fundamentalismo del sistema hegemónico sino igualmente el fortalecimiento de las tendencias restauradoras en los ámbitos eclesiásticos cristianos hacen que soplen vientos realmente adversos a un pensamiento libre que articule sin dogmas de ningún tipo la pluralidad cognitiva de la humanidad. Y en el séptimo capítulo recogemos por último un trabajo que resume lo que se podrían llamar los rasgos fundamentales del perfil teórico-práctico que va adquiriendo el filosofar latinoamericano justo a partir del hacerse cargo de la riqueza intercultural que encuentra en su contextualidad americana, para presentar esta experiencia filosófica como un camino que puede servir de ejemplo e impulso a la filosofía europea en su esfuerzo por renovarse y recontextualizarse mediante el reconocimiento de sus tradiciones marginadas. Por eso el poner a prueba el camino intercultural que hace hoy la filosofía en América Latina toma aquí la forma de una invitación al diálogo que, sin excluir el contraste crítico, busca sobre todo sin embargo compartir una experiencia de compromiso contextual como posible perspectiva que permita mancomunar los esfuerzos por concretizar la importancia de la reflexión filosófica en el presente histórico que vivimos. Para terminar, señalemos todavía que todos los trabajos reunidos en el presente volumen deben ser vistos también a la luz de las reflexiones sobre el compromiso del filósofo que presentamos en la introducción. En ellas resuena, por decirlo así, el espíritu que anima y orienta la tarea a cuya realización queremos contribuir con las aportaciones de los trabajos aquí seleccionados, a saber, la práctica de la filosofía como saber crítico y comprometido éticamente con la causa de la reconstrucción justa e intercultural del mundo que en último análisis es, hoy como ayer, la causa de las mayorías empobrecidas, de la tierra saqueada y de las tradiciones marginadas.

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